Wednesday, October 29, 2008
Sunday, October 19, 2008
Pensa...
Al final, no nos acordaremos tanto de las palabras de nuestros enemigos, sino de los silencios de nuestros amigos (Martin Luther King, Jr.)
Diz uma linda lenda árabe que dois amigos
viajavam pelo deserto e em um determinado
ponto da viagem discutiram. O amigo ofendido, sem nada dizer,
escreveu na areia:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO.
Seguiram e chegaram a um oásis
onde resolveram banhar-se.
O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo.
Ao recuperar-se pegou um estilete
e escreveu numa pedra:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou:
Por que depois que te bati,
você escreveu na areia e agora que te salvei,
escrevestes na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
Quando um grande amigo nos ofende,
devemos escrever na areia onde o vento
do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar.
Porém quando nos faz algo grandioso,
devemos gravar na pedra da memória e do coração;
onde vento nenhum do mundo poderá apagar.
(Autor desconhecido)
Wednesday, October 15, 2008
As Palavras
São como um cristal,as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
(Eugénio de Andrade)
Tuesday, October 14, 2008
5 de Julho....
Viajei mais de carro e fiz mais kms nos últimos 2 meses antes do casamento que durante muito tempo a fazer as viagens para trabalhar de Aveiro para o Porto. A acumular, todo o trabalho e preocupaçoes que se tem com os preparativos do casamento, alguns pormenores que parecem simples, mas que levam o nosso tempo. Viagens de ida e volta no mesmo dia, enfim, um cansaço e stress que se foi acumulando e que ambos desejavamos que terminasse.
Tivemos alguns contra-tempos, desde chegar ao civil e nao aceitarem um documento porque tinha um “Y” a mais no nome, a 2 semanas do casamento e sermos forçados a mudar de igreja devido a obras. Agora digo, que ainda bem por a igreja, porque adorei a igreja onde casamos: igreja das carmelitas (pequenina mas muito bonita).
E chegada a semana do tao alcançado dia da formalizaçao do inicio das nossas vidas em comum, tudo se torna ainda mais stressante.
Acordo e vou à janela e fico feliz pelo dia que fazia. Estou prestes a dizer adeus ao nervosismo dos últimos días. Um dia Feliz, e na verdade o que eu pensava que iria dar menos valor foi o que mais apreciei: os momentos na igreja. Depois, já na quinta, diverti-me bastante a tirar as fotos com os convidados, o que pensaba que iria ser uma seca.
No dia 5 de Julho, tudo me parecía um sonho, uma sensaçao estranha de que nao era eu que estava ali. Damos-nos conta que como diz o meu marido a brincar, que agora temos o “peso do anel” (senhor dos aneis). Bem…. pesar nao pesa, mas que a sua simbología e a responsabilidade é forte, é verdade.
Um dia que passou a correr e que gostaria de ter usufruido mais do que usufrui, porque apesar de ser o nosso dia, é difícil disfrutar a 100%.
Depois vem o relaxe e todo o cansaço e stress é aliviado pouco a pouco no merecido descanso de Lua de Mel. Ao contrario do que realmente nós apreciamos e dentro de varios destinos, decidimo-nos por Maldivas. Duas semanas santas nas Maldivas das quais nao nos arrependemos. Era mesmo do que precisavamos depois de tanto stress.
Uma tranquilidade surpreendente, agua e mais agua à nossa volta. Peixes por todo lado incluindo tubaroes pequeninos pela praia e raias. Umas férias relaxantes onde poderiamos fazer muita coisa, desde snorkeling, mergulho, canoagem, Windsurf, bagdminton, dardos, ping pong.
Fizemos 4 imersoes, uma delas foi à noite. Penso que depois de mergulhar nas Maldivas difícilmente irei para outro sitio qualquer. Os corais, a quantidade de peixinhos de variadas cores, tubaroes maiores (vimos 4), raias, mantas e tartarugas, ostras, sao algumas das espécies que poderemos admirar naquelas águas quentes e límpidas, ao ponto de nao precisarmos de fato de mergulho. Foi uma experiencia fenomenal. O mergulho nocturno prima pela quantidade de tartarugas grandes que vimos, uma lagosta enorme, e uma infinidade de cores quanto aos peixes e corais. Mais uma vez nao foi preciso fato de mergulho à noite.
Para quem nao apreciava o mergulho poderia perfeitamente fazer snorkeling e deliciar-se na mesma. Todos os días havia uma saida de manha e outra à tarde para o snorkeling, claro esta que nós estavamos sempre presentes. Vimos duas vezes um tubarao, uma tartaruga pequena e uma raia fazendo snorkeling.
Outra alternativa era fazer snorkeling na ilha. Era só descer as escadas do bungalow , entrar na agua e passear um pouco que poderiamos ver muitos peixes inclusivé as raias que por ali andam de vez enquando a pregar-nos sustos de morrer. Digo isto porque apanhei um susto com uma muito perto de mim. À chegada do bungalow e fazendo snorkeling deparo-me com algo metido na areia a poucos metros de mim, o que me assustou bastante. Mas como ela provavelmente se apercebeu da minha chegada, toca a sair, e eu aproveitei depois de respirar bem fundo para a ver a deslizar. E eu com medo dos tubaroes pequeninos inofensivos que por ali andam a passear…..!!
No inicio é complicado dormir porque como estamos rodeados e em cima da agua, a rebentaçao das ondas parecem estar mesmo ali junto a nós, os que assusta um pouco. Mas depois habituamo-nos. Todas as ilhas, ou quase todas estao rodeadas por recifes, o que vistas ao longe por barco, ou avioneta, parece que estao rodeadas de um lago.
Nao fomos visitar a capital das Maldivas, Male, apesar de termos visto ao longe. O aeroporto é em Male, numa plataforma fora da ilha o que se pode ver desde dai a quantidade de construçao de que é feita Male. Pareceu-me curioso, mas um pouco estranho por ser um pedaço de terra cheia de tijolo.
Visitamos 2 ilhas habitadas e é impresionante ver a simplicidade da vida das pessoas. O sorriso das crianças e a forma como brincam entre elas é algo apreciável. Uma das ilhas tinha sido afectada pelo tsunami, ainda estavam a reconstruir uma escola que tinha sido afectada.
Com o aquecimento global, tem-se sentido alí o nivel das aguas a aumentar. Soubemos que o governo das Maldivas já fez um acordo com a Austrália para que quando as ilhas estiverem à beira de ficarem submersas os seus habitantes possam ir para lá.
As pessoas do resort sao simpaticas, e respiram saude e felicidade.
Maldivas já lá vai, e até hoje nos deixa recordaçoes e vontade de um dia regresar. Sem dúvida um dos paraísos do mundo.
P.S: Os barcos típicos das maldivas chamam-se Donis e para nos deslocarmos às ilhas mais distantes é de avioneta (o taxi). A viagem de avioneta é uma maravilha pelo facto de podermos ver outras ilhas.
Atol Meemu, Resort Chaaya Lagoon Hakuraa Huraa, Bungalow 149, foi onde estivemos durante 2 semanas. Os quartos eram amplos, tinham uma vidraça no chao para ver os peixes e uma terraça espectacular para admirar também as estrelas e o luar, porque afinal Maldivas nao é só dia, mas também noite.
Comida boa, em especial o peixe. Fins de tarde na esplanada a tomar uma cerveja e a comer um daqueles crepes doces que o empregado simpatico fazia.
E por fim, adoramos o serviço da Qatar. Qualidade superada. Fizemos escala em Doha, um aeroporto dos Emirados Árabes, pessoas agradáveis e tecnología avançada. O mais surpreendente é o aeroporto por fora parecer um campo de concentraçao (imagino eu, pois nunca estive em nenhum).
Deixo aqui um video das Maldivas, um pouco longo para quem quiser entreter-se:

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