Wednesday, December 27, 2006

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanhe ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)

Friday, December 22, 2006

oh...Oh...OH!!!.......



A TODOS UM FELIZ NATAL!!

FELIZ NATAL....FELIZ NAVIDAD....MERRY CHRISTMAS....



CARPE DIEM BE HAPPY!!

Thursday, December 21, 2006

Árvore de Natal

Árvore de Natal

A origem da árvore de Natal, um pinheiro ou abeto, enfeitado e iluminado, especialmente nas casas particulares, na noite de Natal, é muito anterior ao nascimento de Jesus, remontando ao segundo ou terceiro milénio a.C.. Naquela altura, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam a expandir-se pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso rendiam-lhes culto. O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar-lhe diferentes enfeites para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.

Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, os egípcios levavam ramos verdes de palmeiras para dentro das suas casas no dia mais curto do ano, como símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.

Segundo a tradição, S. Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.

A Moderna Árvore de Natal

A primeira referência à Árvore de Natal, como hoje a conhecemos surgiu no século XVI e foi nesta altura que ela se vulgarizou na Europa Central.

Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes, que trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.

O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência).

No início do século XVII, a Grã-bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover. Contudo a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela “Illustrated London News”, de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.

Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães. A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.

Como o uso da árvore de Natal tem origem pagã, este predomina nos países nórdicos e no mundo anglo-saxónico.
Nos países católicos, como Portugal, a tradição da árvore de Natal foi surgindo pouco a pouco ao lado dos já tradicionais presépios.
Contudo, em Portugal, a aceitação da Árvore de Natal é recente quando comparada com os restantes países. Assim, entre nós, o presépio foi durante muito tempo a única decoração de Natal.

Até aos anos 50, a Árvore de Natal era até algo mal visto nas cidades e nos campos era pura e simplesmente ignorada. Contudo, hoje em dia, a Árvore de Natal já faz parte da tradição natalícia portuguesa e já todos se renderam aos Pinheirinhos de Natal!

Segundo uma antiga tradição alemã, a decoração de uma árvore de natal deve incluir 12 ornamentos para garantir a felicidade de um lar:

Casa: proteção
Coelho: esperança
Chávena: hospitalidade
Pássaro: alegria
Rosa: afeição
Cesta de frutas: generosidade
Peixe: benção de Cristo
Pinha: fartura
Pai Natal: bondade
Cesta de flores: bons desejos
Coração: amor verdadeiro


FELIZ NATAL!!FELIZ NAVIDAD!

Wednesday, December 20, 2006

Os melhores momentos

Apaixonarmo-nos

Sentirmo-nos amados

Chorar de rir

Viajar para um local bonito

Cair na cama e ouvir a chuva lá fora

Ser abraçada numa noite escura

Rir sem motivos

Rir de nós mesmos

Acordar e ter aquela pessoa especial ao lado

Receber um beijo de bom dia

Receber um olhar doce e meigo

Ouvir a canção que nos recorda a tal pessoa

Beijar muito

Conhecer e fazer bons amigos

Brincar com as crianças

Sentir que o amor está no ar

Receber um gesto carinhoso

Dar um xi-coração a uma criança e enchê-la de beijinhos

Cruzar com um olhar misterioso e atrevido

Receber um beijo inesperado da tal pessoa especial

Ouvir uma música favorita na rádio

Sentir um calafrio quando se vê a tal pessoa

Um bom jantar entre amigos

Um sorriso de uma criança

Receber uma mensagem bonita de alguém especial

Dar e receber um sorriso

Atender um telefonema de alguém que não se vê há muito tempo

Ter uma boa conversa com alguém

Encontrar dinheiro num bolso das calças que não se vestia há muito tempo

A primeira vez de algo significativo

Ficar com a caixa do correio cheia de e-mail’s dos amigos

Sentir que podemos sempre contar com os amigos

Dizer o quanto gostamos de alguém e ouvi-lo da outra pessoa

Escrever isto para vocês que estão aí do outro lado!!


P.S.: Desculpem a minha ausência, mas isto tem andado impossível!!
(CarpeDiemBeHappy)

Tuesday, December 12, 2006

Uma paixão quase impossível

Quando o SOL e a LUA se encontraram pela primeira vez apaixonaram-se perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.
Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então o toque final: o brilho!
Ficou decidido também que o SOL iluminaria o dia e que a LUA iluminariaa noite, assim sendo, seriam obrigados a viverem separados.
Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.
A LUA foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus lhe havia dado, ela foi tornando-se solitária.
O SOL, por sua vez, havia ganho um título de nobreza "ASTRO REI", mas isso também não o fez feliz.
Deus então chamou-os e explicou-lhes:
-Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio. Tu LUA, iluminarás as noites frias e quentes, encantarás os enamorados e serás diversas vezes motivo de poesias. Quanto a ti SOL , sustentarás esse título porque serás o mais importante dos astros, iluminarás a terra durante o dia, fornecerás calor para o ser humano e a tua simples presença fará as pessoas mais felizes.
A LUA ficou muito triste com o seu terrível destino e chorou dias a fio...já o SOL ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.
No entanto, a sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a ELE:
-Senhor, ajude a LUA por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão...

E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para lhe fazerem companhia.
A LUA sempre que está muito triste recorre às estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem.

Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste.
O SOL ainda arde de paixão pela LUA e ela ainda vive na escuridão da saudade.
Dizem que a ordem de Deus era que a LUA deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso....porque ela é mulher, e uma mulher tem fases. Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.

A LUA e o SOL seguem o seu destino, ele solitário mas forte, ela acompanhada das estrelas, mas fraca. Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível. Por vezes alguns deles vão até ela e voltam sempre sozinhos, nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim.

Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da LUA e o do SOL... e foi aí então que ele criou o eclipse.
Hoje o SOL e a LUA vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer.
Quando olhar para o céu a partir de agora e ver que o SOL encobriu a LUA é porque ele se deitou sobre ela e começaram a amar-se e é ao acto desse amor que se deu o nome de eclipse.
Importante lembrar que o brilho deslumbrante deles é tão grande que aconselha-se não olhar para o céu nesse momento, os seus olhos podem cegar de ver tanto amor.

Bem, mas na terra também existe Sol e Lua... e portanto existe eclipse.... o que me leva a pensar que nenhum amor é de todo impossível .....

Monday, December 04, 2006

Ausência

Apenas te he dejado,
vas en mí, cristalina
o temblorosa,
o inquieta, herida por mí mismo
o colmada de amor, como cuando tus ojos
se cierran sobre el don de la vida
que sin cesar te entrego.
Amor mío,
nos hemos encontrado
sedientos y nos hemos
bebido toda el agua y la sangre,
nos encontramos
con hambre
y nos mordimos
como el fuego muerde,
dejándonos heridas.
Pero espérame,
guárdame tu dulzura.
Yo te daré también
una rosa.


(Pablo Neruda)