Friday, November 24, 2006

Os versos que te fiz


Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!


Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!



Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
(Florbela Espanca)

Bom Fim de Semana!! Carpe Diem Be Happy!!

Thursday, November 23, 2006

Maçãs

CARPE DIEM BE HAPPY!!

Monday, November 20, 2006

Manias....

Penso sempre em você! Em você que está aí, mas não sabe que eu estou aqui! Esta foi para despistar-vos...
E não é que não me ocorre nenhuma mania! Que chatice este desafio! Ainda estou para ver qual será o próximo que vão inventar!! Faz-me lembrar...que foi este menino e este que me desafiaram!!Um beijinho para os dois....

1. Enrolar o cabelo. São muitas as vezes em que dou por mim a enrolar com os dedos o cabelo, sempre com a mão esquerda e sempre o mesmo pedacito de cabelo.

2. Mexo o café apesar dele não ter açúcar. Às vezes tiro café na máquina no trabalho só pelo prazer de cheirar o café e não o bebo. Eu explico, o café não vale nada, mas cheira bem.

3. Estou sempre a sorrir, mesmo que me estejam a lixar a vida. E já percebi que isso irrita algumas pessoas.

4. Quando estou a falar com alguém e ou estou a ficar saturada da conversa ou irritada com alguma coisa gesticulo com os olhos sem eu dar por isso. É tipo “revirar” os olhos o que eu não me apercebo, mas dizem-me que o faço.

5. Costumo resmungar sempre com a mesma pessoa, o meu maninho mais novo, sempre que ele me pede alguma coisa, mas já é por hábito, ou mau feitio mesmo, porque depois faço-lhe sempre os possíveis e impossíveis para lhe fazer as vontades todas...tem ele muita sorte em ter uma irmã assim...eheheh...

Bem, e como outra mania minha (esta é de borla) é associar ao que escrevo fotografais ou músicas, lembrei-me desta música linda de morrer!!eheheh


Taras e manias

«Quando Vó-cê vem com essa cara
de menina levada para a brincadeira
Dá-me um arrepio na pele
sinto água na boca pra ficar com Vó-cê
Vó-cê não tem um pingo de vergonha,
todo o homem sonha ter alguém assim
Realizando minhas fantasias,
taras e manias Vó-cê vem pra mim
Uma "lady" na mesa
uma louca na cama
na maior safadeza
Vó-cê diz que me ama
E na minha cabeça,
desvario e loucura,
quando Vó-cê começa,
ninguém mais a segura
E mexe, remexe, se encosta, se enrosca, se abre, se mostra pra mimMe agarra, me morde, me arranha, não mude que eu quero Vó-cê sempre assim»

Deixo aqui o desafio a estas duas meninas:http://coscu-vilhices.blogspot.com

http://sandra-desabafos.blogspot.com


Friday, November 17, 2006

O Zero





O Zero sentia-se vazio. Olhava para si mesmo e não gostava do que via: era aquela enorme barriga; era a incapacidade de sobressair; era a falta de um carácter vincado...

Achava mesmo que não valia nada. Já muitas vezes tentara ser esguio como o 1, elegante como o 4 ou belo como o 7, mas nem sequer conseguia a pequena proeza de esticar uma haste para se assemelhar ao 6 ou ao 9.

Era realmente uma nulidade. Mas o pior de tudo nem sequer era o aspecto, pois já se tinha habituado a isso e os outros também nunca o tinham visto de outra forma. Não, o pior nem era olhar-se ao espelho: o pior era quando olhava para dentro de si mesmo. Não valia nada, pronto! Era isso. Nunca tinha feito nada de que se pudesse realmente orgulhar; tinha as mãos vazias; nunca deixaria o nome na história ou marcas no mundo.

Não passava de um zero.

Mas, então, por que razão tinha consigo todos aqueles sonhos, aquele desejo de grandeza, a vontade de se lançar a tarefas gigantescas? Era um zero e sentia dentro de si uma enorme tendência para o infinito...

Ora, isto - pensava ele - não tinha lógica nenhuma. Era até contraditório. E filosofava: Via-se logo que os números tinham sido uma invenção dos homens. Por isso não batiam certo. Se tivessem sido obra de Deus, tudo teria sido diferente. Sendo assim, paciência...

Mas o Zero estava de longe de se resignar com a situação. Alguma coisa lá por dentro se recusava a aceitar pacificamente estas filosofias, ainda que elas servissem perfeitamente como justificação para a sua nulidade e para a vida preguiçosa que levava.

E, no fim de contas, talvez os algarismos não fossem uma invenção dos homens.

Muitas vezes dizia para si mesmo que não podia fugir à sua natureza, à incapacidade com que nascera. Sentindo-se incapaz do esforço de alcançar o infinito, que chamava por ele, repetia cinquenta vezes por dia que o infinito não existia. Para se convencer a si próprio. Para se poder entregar tranquilamente à doçura de uma vida sem montanhas para subir.

No entanto, aquela doçura acabava por o maçar. Tornava-se amarga: não na boca, mas num lugar qualquer que ele não sabia identificar com exactidão. Ora, aquilo doía-lhe. Era como se tomasse veneno.

O Zero sabia a solução, a resposta, a verdade, mas fugia de pensar nisso. Também lhe doía... O Zero sabia que o verdadeiro problema não era a preguiça nem a falta de capacidade. A questão importante era o orgulho.

Sucedia que o orgulho o levava a procurar sempre o primeiro lugar quando se juntava aos outros algarismos para fazerem alguma coisa em conjunto. Conseguia esse lugar porque era o mais forte de todos, mas os outros algarismos não achavam aquilo bem. E quando isso sucedia formava-se uma barreira, uma vírgula, entre ele e os outros. E, assim, com o Zero no primeiro lugar e a vírgula logo a seguir, aquilo que faziam não valia quase nada.

O Zero pressentia que, se aceitasse um dos últimos lugares, tudo seria diferente. Talvez então pudessem, em conjunto, aproximar-se do infinito e até tocar-lhe. Talvez assim se abrissem as portas a todos os sonhos que desde sempre trouxera consigo. Mas teria - assim pensava - de se curvar perante os outros, e baixar a cabeça era para ele uma impossibilidade...

Não vou acabar de contar a história do Zero. Não vou dizer como chegou a entender que para um zero o melhor lugar é o último. Nem como acabou por pedir desculpa aos outros. Nem como conseguiu depois - não sempre, mas muitas vezes - a glória de baixar a cabeça e se colocar no último posto.

É que estas transformações são sempre muito íntimas e dolorosas. Sou amigo do Zero - conheço-o muito bem - e não está certo que revele em público a sua intimidade.
P.S. texto enviado por e-mail
CarpeDiemBeHappy!!

Wednesday, November 15, 2006

Honestidade

Certa vez, um rico perdeu uma bolsa com quatrocentas moedas de ouro. Então, anunciou nos jornais da cidade que daria uma boa gratificação a quem achasse a bolsa.
Dias depois, apareceu um pobre, muito honesto, conhecido na cidade, trazendo-lhe a bolsa com as quatrocentas moedas.
O rico contou as moedas: Quatrocentas, certinho; mas, como era muito avarento, procurou um jeito de não dar a gratificação. Então, olhou para aquele homem humilde e bom e lhe disse:
- Faltam cem moedas, seu malandro. Tu não mereces gratificação nenhuma.
O pobre homem honesto, foi expor o facto ao juiz.
O juiz chamou o rico e perguntou-lhe:
- Quantas moedas havia na bolsa que perdeste?
- Quinhentas, respondeu-lhe o rico.
- E quantas há na bolsa que este homem trouxe?
- Quatrocentas, respondeu o rico.
Aí o juiz disse ao rico:
- Então essa bolsa não é a tua. Devolve-a a este homem e vai-te embora. Quando aparecer o verdadeiro dono, ele a entregará.
Esta história nos alerta para não explorarmos os mais fracos e nem sermos gananciosos.
Quem tudo quer, nada tem.
Como é triste quando a pessoa não sabe agradecer! Ai daqueles que exploram os fracos, os pequenos, os humildes, os pobres... Quantos subiram na vida, pisando nos mais fracos!
Muitos pobres são escada para os ricos subirem na vida!


Monday, November 13, 2006

As asas

(Fotografia tirada no Gerês pelo Alcino)
(Paulo Geraldo - As asas)
A vida é breve, a alma é vasta:
ter é tardar

(Fernando Pessoa, Mensagem).

Um homem demora muito tempo a fazer-se. Não somos como aqueles passaritos que se soltam na imensidão dos céus pouco tempo depois de terem visto a luz. Trazemos em nós uma semente que demora a germinar, que gasta nessa tarefa muitos anos de agitação e silêncio. É assim, decerto, porque está destinada a dar um fruto muito maior que o do pássaro.Temos, sem dúvida, uma alma: raciocinamos, temos sede de conhecer, somos capazes de amar e de escolher.
Um animal come necessariamente, se tiver fome e o alimento estiver ao seu alcance. Um homem, nas mesmas circunstâncias, pode não o fazer. Porque, por exemplo, resolveu fazer dieta. Ou porque escolheu dar o seu alimento a outro que tinha mais fome do que ele. Tem a possibilidade de viver de acordo com outros critérios.
Há muitos séculos que chamamos alma a esse não-sei-quê que faz parte de nós e nos permite viver num plano superior ao das coisas simplesmente materiais. É como se possuíssemos uma espécie de asas.
Sabemos apreciar um sofá confortável, um sono reparador, um bom bife com batatas fritas. Mas precisamos de mais do que isso. E damos por nós a perguntar "porquê?", ou a discutir ideias. E descobrimos que há qualquer coisa - não feita de células ou moléculas - que nos comove e nos atrai numa paisagem, num gesto de heroísmo, num poema, na música.
Há uma beleza e um bem que não são feitos de nada que se possa tocar. Que não estão nas coisas, embora as coisas nos levem a eles. Aquilo que é apenas material - acabamos sempre por o descobrir - sabe a pouco e não nos enche as medidas. Mas leva tempo a chegar aí.
Leva tempo até percebermos, por exemplo, que existe uma paz que não é a paz das coisas, mas sim uma harmonia interior que resulta de um comportamento correcto. E que é esse o género de paz que nos interessa; que não nos basta aquela paz que é feita somente de ausência de vento ou de guerra.
Um homem tem de crescer não apenas corporalmente. Deve atingir uma envergadura que ultrapassa em muito o âmbito das coisas materiais. Deve fazer-se... homem.
É um caminho já de si longo. Ainda por cima, cometemos com frequência a burrice de termos medo de ganhar asas. De largar um pouco esses outros bens - mais pequenos, mais baixos, mais... animais. É olhar e ver como muitas vezes nos afadigamos correndo atrás da posse de bens materiais e dos prazeres que não são senão para o corpo e de que também gostamos. Ter, gozar, curtir, comprar, comprar... Ter, ter, ter.
Mas sucede que o ter e o comprar e o curtir - usados de um modo exagerado, como fazemos - nos atrasam. Perdemos tempo.
Quem vive obcecado com a posse de prazeres e bens materiais não tem acesso aos prazeres da alma. Passa ao lado do bem e da beleza e do amor. Porque escolheu um nível para a sua vida - o mais cómodo - e escolher uma coisa é sacrificar as outras.
Não é possível alcançar o topo da montanha e, simultaneamente, permanecer deitado à sombra lá em baixo.
Portanto, apressemo-nos. Pois, como escreveu o poeta, ter é tardar...

Friday, November 10, 2006

Quentes e Boas

Hoje estou assim!!ALEGRE!! É SEXTA-FEIRA, está um dia bonito e avizinha-se um fim-de-semana com o cheirinho e sabor a castanhas assadas, um copinho de vinho tinto e os amigos a acompanhar!
O tempo vai refrescando, o Outono instala-se no dia-a-dia, com a natureza a dar os sinais da época: as copas das árvores a amarelarem, o Sol que teima em esconder-se sobre o manto de nuvens. Com os assomos do Inverno é reconfortante o calor proporcionado pela dúzia de castanhas, escaldando nas mãos, compradas em resposta ao apelo mais que apregoado do “quentes e boas”.
Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História.
Castanhas pelo São Martinho Assadas com sal grosso, cozidas com ervas-aromáticas, secas tornando-se “piladas” e utilizadas depois de bem demolhadas, acompanhando em puré outros preparos, ou servindo uma sopa aveludada e cremosa, o consumo de castanhas estende-se de finais de Setembro até ao início da Primavera. São, contudo, particularmente procuradas e celebradas no dia de São Martinho, a 11 de Novembro.
Actualmente esbateram-se os festejos e raros são os que celebram a ocasião com circunstância, embora em restaurantes e associações se vá reabilitando a tradição.
Em tempos idos, eram comuns os “Magustos”, ou seja, grandes fogueiras ao ar livre, no campo, “rodeadas de grupos alegres que cantam e dançam enquanto a fogueira medra e as castanhas estoiram” (Leite Vasconcellos/Vida Tradicional Portuguesa). O vinho novo, jeropiga ou água-pé jorravam generosamente acompanhando as castanhas assadas, pois, como diz o adágio “no dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho”.

A palavra latina castanea (do grego kastanon) como origem dos termos castanheiro e castanha.

• Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos.

• A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.

• Os Gregos e os Romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este, conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes

• Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.• Com o Renascimento a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chegando a Portugal


Pensa-se que a castanha assada seja criação de pastores e lenhadores há mais de mil anos, quando nas noites frias do Outono e Inverno juntavam à chama da fogueira que acendiam para se aquecer, as castanhas colhidas nas proximidades. Embora o resultado final seja muito semelhante, certo é que a castanha assada encontra, em diversas proveniências, forma diferente de se preparar. Indispensáveis são as boas brasas e o golpe na castanha para que esta não rebente. Depois, fica ao engenho e aos recursos de cada povo a forma de as preparar assadas.

Na Galiza, a castanha é assada num tambor giratório em ferro e com buracos. Possui uma pequena porta por onde se deitam as castanhas. Coloca-se o tambor sobre brasas bem puxadas e gira-se lentamente, até as castanhas estarem assadas.Noutros locais usa-se o assador em forma de bandeja, de barro. As castanhas colocam-se sobre este, com as brasas bem quentes, com ou sem sal grosso, mexendo-se à medida que assam.

O Caldo de Castanha era receita frequente no Dia dos Fiéis Defuntos em alguns pontos de Vila Real, mais concretamente na zona entre os rios Douro e Tâmega.Em aldeias de Bragança, existe ainda o costume de, nos “Santos”, comer a “machorra” ou “canhona”, nomes que se dão às ovelhas que atingiram o ano de idade sem terem tido crias.À medida que caminhamos para o Sul, diminui a importância da castanha nas celebrações dos Santos e dos Finados, tornando-se raridade no Algarve.

Lenda de S. Martinho:


Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.

Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.

Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.

É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho

O "Verão" de S. Martinho também é conhecido por "Verão dos Marmelos".

Alguns ditos populares com castanhas:

"Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho"
"Pelo São Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano"
"Pelo São Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho"
"Pelo São Martinho semeia favas e linho"
"No dia de São Martinho fura o teu pipinho"
"O Verão de São Martinho é bom mas é curtinho"
"No dia de São Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho"
"No dia de São Martinho bebe o vinho e deixa a água para o moinho"
"A castanha tem três capas de Inverno: a primeira mete medo, a segunda é lustrosa e a terceira é amarga"

"A castanha tem uma manha, vai com quem a apanha"

"Ao assar as castanhas, as que estouram são as mentiras dos presentes"

"Cada mocho no seu souto"

"Castanha que está no caminho é do vizinho"

"Castanhas do Natal, sabem bem e partem-se mal"

"Do castanha ao cerejo, mal me vejo"

"Em Maio comem-se as castanhas ao borralho"

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O fruto dos frutos,

o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza,

cai dumas árvores altas, imensas, centenárias (…)

só em Novembro as agita a inquietação funda, dolorosa,

que as faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços.

Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos

deixam ver numa carne fofa a maravilha singular de que falo.

Miguel Torga“Portugal”

CarpeDiemBeHappy!

Thursday, November 09, 2006

Era uma vez um pneu...

Eu não sou nada de superstições e acreditar em maus olhados, bruxarias, etc... mas que o azar e a sorte existem, não tenho dúvidas!! E muitas das vezes andam bem juntinhos...quero eu dizer que atrás da sorte e quando ela é grande vem sempre o azar e vice versa.....e com uma má notícia vem sempre outra atrás...

De uma coisa eu tenho a certeza, porque já me tem acontecido várias vezes.....sempre que vou de férias para algum lado tem que acontecer-me alguma coisa, antes ou depois. E quem paga sempre sou eu, neste caso sai sempre do meu bolso. Há-de acontecer sempre alguma coisa com o meu carro. Azar?!!?
Ainda pensei que fosse da minha imaginação, mas já o meu irmão me diz: tens tido cá um azar!!

Não foi nada de grave o que aconteceu, mas tive um furo em plena auto-estrada, a sorte no meio disto tudo, foi ter sido a chegar à área de serviço de Estarreja. Parei o carro, abri a mala do carro e quando tentei tirar o pneu sobressalente não tinha força suficiente para desapertar o parafuso (nunca tinha sido usado). Enfim...é nestes momentos que um homem faz falta!eheheh

Nisto estava uma senhora da limpeza perto de mim, virei-me para ela e pedi-lhe que fosse chamar alguém dali que me viesse ajudar a retirar o pneu. Logo de imediato veio um rapaz com um sorriso nos lábios, ajudar-me. Trocou o pneu. Sim, porque a força que ele teve que fazer para retirar as porcas eu não a tinha...mais uma vez, digo, a força de um homem é bem precisa nestes momentos! Muito simpático e prestável o senhor.
A teoria sei toda, já vi várias vezes a mudarem pneus, mas acho que se o fizesse, no primeiro arranque a roda sai-a.

Fiquei estupefacta ao ver o estado do pneu! Todo corroído, sem solução possível! E não me venham dizer que foi por ter andado com o pneu furado, que sou mulher, não tem nada a ver....nunca vi um pneu furado naquele estado. Escusado será dizer que o pneu não tem solução possível.
Comecei a interrogar-me como foi possível acontecer aquilo, afinal ainda não fez um ano que troquei os pneus e a maioria dos kms que faço são em auto-estrada. Fiquei furiosa e intrigada!!

Neste momento o carro encontra-se na garagem onde me colocaram os pneus. Pensava eu que era só colocar um quando me ligam a dizer que tenho um problema no outro pneu de trás. Fiquei ainda mais furiosa. Lá me disseram que realmente não é normal, que o que aconteceu é que rebentou uma espécie de fita, ou sei lá o quê (é que estava tão chateada que nem ouvi direito o que me diziam), que deu cabo dos pneus....
Assim, em vez de um, tenho que colocar dois pneus. Em vez de pagar dois, talvez só pague um. Agora tudo depende se conseguem a garantia. E pergunto eu....porquê a garantia só num e não nos dois?!Pois, é que no que rebentou não dá para ver se a causa foi a mesma!! Querem-me enganar....
Carpe Diem Be Happy!!

Wednesday, November 08, 2006

Pensamentos....


“A vida é em si um tela em branco, ela torna-se o que quiser pintar nela.
Pode pintar tristeza ou pode pintar felicidade.
A liberdade é a sua glória”. (Osho)


“Siga a sua natureza
Veja o falso como falso,
O verdadeiro como verdadeiro.

Olhe para o seu coração.
Siga a sua natureza”. (Buda)




Um dia o amor virou-se para a amizade e disse:
- Para que existes tu se já existo eu?

A amizade respondeu:
- Para repor um sorriso onde tu deixaste uma lágrima

( enviado por um amigo)



«Querer o amor sem sofrimento é como querer um pêssego sem caroço:
quando muito vai-se roendo devagarinho à volta, e no fim morre-se sempre à fome.» (Miguel Esteves Cardoso)


Carpe Diem Be Happy!!




Tuesday, November 07, 2006

Madrid......

(Tio Pepe - Plaza del Sol)


Madrid é uma cidade exuberante, carismática, mágica, com uma grande agitação nas ruas, nos bares, nas tabernas, sem dúvida uma cidade que nos encanta e que vale a pena visitar.

Quando estive de férias por Espanha em Agosto era para ir a Madrid, mas por minha opção disse que iria noutra altura com mais tempo.

A viagem correu bem, nunca me tinha ocorrido que era tão fácil ir a Madrid.

Saída do Porto às 19horas de terça-feira passada. Pára aqui e acolá para tomar café, chegámos a Madrid, mais propriamente a ciemposuelos que fica a 30 kms de Madrid, por volta da 1:30 da manhã em Espanha.
Largámos as malas de viagem, petiscámos qualquer coisa em casa do irmão da Tania e lá fomos nós todos para a noite perto dali. Começamos bem, pois foi até de manhã! Dormimos 2 horas e lá fomos nós conhecer Madrid.
Uma das coisas boas que eles têm é que não precisamos do carro para nada. Comboio de 20 em 20 minutos, metro por todo o lado e uma cidade que nos delicia com as caminhadas pelas ruas.

Não vou entrar em pormenores, senão não sai-a daqui, teria muito para contar e por muito que tentasse não conseguiria descrever o que senti ao andar numa cidade tão grandiosa.
Tivemos a companhia fantástica de 3 espanhóis (Hilário, Hugo e Unai), dois dos quais tínhamos conhecido nas férias por Espanha em Agosto, que serviram de alguma forma como guias.

A verdade é que me senti tão bem aqui que não me apetecia regressar. Vê-se pessoas por todo lado e de todas as idades durante o dia e a noite. Têm uma maneira de estar na vida, uma mentalidade diferente da nossa. Vivem as coisas de uma forma diferente. Talvez por terem mais tempo para a vida pessoal delas por isso pareçam mais felizes e desinibidos. Nota-se que gostam de receber as pessoas em casa sem grandes formalidades e protocolos. Claro que como grande cidade há também uma grande mistura de raças, mas a mais frequente são os mexicanos.
Quanto à comida........hummmmm.....comi bem e bebi bem!!.......enfim....estou a escrever isto e está-me a dar uma nostalgia.....talvez uma parte de mim tenha ficado lá.....

O regresso foi a muito custo no Domingo, pois nem eu, a Carla e a Tania queríamos regressar...é tão bom estar de férias!... Correu bem a viagem e cheguei a casa às 24 h. No dia seguinte trabalhar em estado mais ou menos febril (durante a viagem fiquei assim).

De uma coisa eu tenho a certeza: vou regressar a Madrid. Por muito tempo que se tenha nunca se consegue ver tudo que gostaríamos ter visto e da melhor forma......

(Palácio Real)


Conversa do meu chefe nesta segunda-feira:

Hummm...essa viagem a Madrid repentina deve ter muito que se lhe diga!...

Como assim - pergunto eu.

Os motivos que a levaram a ir a Madrid devem ser outros - disse o meu chefe com um sorriso.

Depois de lhe contar alguns pormenores sobre a minha estadia em Madrid diz ele muito assustado:

Mas está a querer dizer que iria para Madrid?

Não estou a dizer isso, mas se tal se proporcionasse não me importaria! Disse eu.

Mas acha que tinha estofo para aguentar uma cidade daquelas? Perguntou-me com um ar de gozo.

Claro que sim, para além de estarem lá pessoas que conheço e as acho interessantes, a vida por lá é muito mais aliciante. Sempre gostei de cidades com movimento e que transmitem energia.

Já agora, onde fica a Sucursal de Madrid da empresa? Perguntei só para chatear..eheheh

Fica perto do estádio do Real Madrid. Disse o meu chefe

Bem, estou a ver que não ficaria mal se fosse para lá, nem precisava do carro para nada. Andei perto dessa zona mas não tivemos oportunidade de ver. Pensando bem era uma óptima ideia pedir a transferência para Madrid!! Não há lá lugar para mim?

Nisto desatei a rir só de olhar para a cara do meu chefe! Eheheh......


P.S. fotografias não tenho de momento. Quando as tiver vou deixando algumas por aqui. Estas retirei-as da net.

Carpe Diem Be Happy!!