Monday, July 31, 2006

A Desilusão



Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão.
De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes.
A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo...A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos... E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar...Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas... terminam.
Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura...De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.


(Texto de Paulo Geraldo em Aldeia)
P.S. Deixo-vos este texto porque de alguma forma é como eu me sinto ultimamente, desiludida, com "tudo e todos". Gostava mesmo de saber que lugar é esse mais adquado para poder ir ao encontro dele.

Friday, July 28, 2006

Rosa e Violetas



Havia num bosque isolado uma bonita violeta satisfeita entre suas companheiras.
Certa manhã, levantou a cabeça e viu uma rosa que se balançava acima dela, radiante e orgulhosa.

Gemeu a violeta, dizendo: “Pouca sorte tenho eu entre as flores! Humilde é meu destino!
Vivo pegada a terra, e não posso levantar a face para o sol como fazem as rosas.”


A natureza ouviu, e disse à violeta: “Que te aconteceu, filhinha? As vãs ambições apoderaram-se de ti?”


- Suplico-te, ó Mãe poderosa, disse a violeta. Transforma-me em rosa, por um dia só que seja.


- Tu não sabes o que estás pedindo, retrucou a Natureza. Ignoras o que se esconde de infortúnios atrás das aparentes grandezas.


- Transforma-me numa rosa esbelta e alta, insistiu a Violeta, tudo o que me acontecer será a conseqüência dos meus próprios desejos e aspirações.

A Natureza estendeu sua mão mágica, e a Violeta tornou-se uma rosa suntuosa.

Na tarde daquele dia o céu escureceu-se, e os ventos e a chuva devastaram o bosque. As árvores e as rosas foram abatidas. Somente as humildes violetas escaparam ao massacre.

E uma delas olhando em volta de si gritou às suas companheiras: “Hei, vejam, o que a tempestade fez das grandes plantas que se levantavam com orgulho e impertinência.”

Disse outra: “Nós nos apegamos a terra, mas escapamos à fúria dos furacões.”

Disse a terceira: “Somos pequenas e humildes, mas as tempestades nada podem contra nós.”


Então a rainha das violetas viu a rosa que tinha sido violeta, estendida no chão como morta. E disse:


- Vejam e meditem, minhas filhas, sobre a sorte da violeta que as ambições iludiram. Que seu infortúnio lhes sirva de exemplo!

Ouvindo essas palavras, a rosa agonizante estremeceu e, apelando para todas as forças, disse com voz entrecortada:

“Ouvi, vós, ignorantes, satisfeitas, covardes. Ontem, eu era como vós, humilde e segura. Mas a satisfação que me protegia também me limitava. Podia continuar a viver como vós, pegada à terra, até que o inverno me envolvesse em sua neve e me levasse para o silêncio eterno sem que soubesse dos segredos e glorias da vida mais do que as inúmeras gerações de violetas, desde que houve violetas.
Mas escutei no silencio da noite e ouvi o mundo superior dizer a este mundo: “O alvo da vida é atingir o que há além da vida.” Pedi então à Natureza – que nada mais é do que a exteriorização de nossos sonhos invisíveis – transformar-me em rosa. E a Natureza cedeu ao meu desejo.
Vivi uma hora como rosa. Vivi uma hora como rainha. Vi o mundo pelos olhos de rosas. Ouvi a melodia do éter com o ouvido das rosas. Acariciei a luz com as pétalas das rosas. Pode alguma de vós vangloriar-se de tal honra?
Morro agora, levando na alma o que nenhuma alma de violeta jamais experimentava. Morro, sabendo o que há atrás dos horizontes estreitos onde nascera. É esse o alvo da vida.”


[Gibran Khalil Gibran]

Thursday, July 27, 2006

A cobra e o pirilampo....






Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo que só vivia para brilhar.Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada.
No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente para ninguém mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.- Fiz-te alguma coisa?
- Não.- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!
E é assim, *Diariamente, tropeçamos em cobras! * Quantas conheces ?

Wednesday, July 26, 2006

Teu nome

Entro numa rua,
Escura... paredes escritas
E por todo o lado
Vejo o teu nome...

Escrito em letras minúsculas,
As ruas estão tortas
E as linhas que escrevo
São direitas como o teu nome
Estampado na rua...

As casas são velhas,
Das janelas entreabertas
Soa o teu nome
E eu desespero
Porque para todo o lado que eu vá
O teu nome me persegue

(CarpeDiemBeHappy)


Melanie C
First Day of My Life


So I found a reason to stay alive
Try a little harder see the other side
Talking to myself
Too many sleepless nights
Trying to find a meaning to this stupid life
I don’t want you sympathy
Sometimes I don’t know who to be

Hey what you looking for
No one has the answer
They just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first
Day of my life

So I found the reason
To let it go
Tell you that I’m smiling
But I still need to grow
Will I find salvation in the arms of love
Will it stop me searching
Will it be enough

I don’t want your sympathy
Sometimes I don’t know who to be

Hey what you looking for
No one has the answer but you just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first day of my life


The first time to really feel alive
The first time to break the chain
The first time to walk away from pain


Hey what you looking for
No one has the answer we just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first day of my life
Hey what you looking for
No one has the answer they just want more

Hey who’s gonna shine alight?
This could be the first day of my life


(foto retirada do photobucket)

Tuesday, July 25, 2006

Nem sei.......

(Carlos Drummond de Andrade)

Quando encontrares alguém e esse alguém fizer o teu coração parar de
funcionar por alguns segundos, presta atenção: pode ser a pessoa mais
importante da tua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho
intenso entre eles, fica alerta: pode ser a pessoa que tu estás à
espera desde o dia em que nasceste.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os
olhos se encherem de água nesse momento, percebe: existe algo mágico
entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do teu dia for essa pessoa, se a vontade
de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradece: Algo do céu te
mandou um presente divino: O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em
troca, receberes um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os
gestos valerem mais que mil palavras, entrega-te: vocês foram feitos
um pró outro.


Se por algum motivo estiveres triste, se a vida te deu uma rasteira e
a outra pessoa sofrer o teu sofrimento, chorar as tuas lágrimas e
enxugá-las com ternura: poderás contar com ela em qualquer momento da tua vida.

Se conseguires, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela
estivesse ali do teu lado...
Se achares a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de
pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se não conseguires trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro
que está marcado para a noite...

Se não consegues imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa
ao teu lado...
Se tiveres a certeza que irás ver a outra envelhecendo...e, mesmo
assim, tiveres a convicção que vais continuar sendo louco por ela...
Se preferires fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor
que chegou na tua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou
encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam
amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre
arbítrio.

Por isso, presta atenção aos sinais.
Não deixes que as loucuras do dia-a-dia te deixem cego para a melhor
coisa da vida: o AMOR!!!
Ama muito.....muitíssimo.......
Beija alguém de quem gostas quando receberes esta mensagem, mesmo que
seja em pensamento.
(este texto foi enviado por um amigo, obrigado.)

Monday, July 24, 2006

Fim de Semana

Já não me lembrava de rir tanto como neste fim de semana passado.
Depois de um dia de praia espectacular, com um almoço animado, peripécias e brincadeiras, nunca pensei que ao jantar me fosse rir tanto!
Já tinha saudades deste tipo de jantares. Éramos oito pessoas, mas como o restaurante só tinha mesas de quatro e não dava para as juntar, dividimo-nos em fumadores e não fumadores, que por coincidência até éramos quatro de cada. Acabámos por ficar muito próximos uns dos outros.
Eu fiquei na mesa dos não fumadores, porque passivos somos todos!
Acabei por conhecer melhor uma pessoa que tinha estado na praia connosco. Uma pessoa que eu admirei pela sua simpatia e extroversão. Para além disso achei que é uma pessoa que adora o que faz a nível profissional e é de louvar o facto de gostar de dar aulas de apoio a meninos surdos. Fiquei fascinada pelo assunto que até aprendi algumas coisas sobre a língua gestual.
Conversa aqui, conversa acolá, de onde és tu, etc..., descubro que essa pessoa conhece, frequenta e adora Aveiro. Conhecia todos os restaurantes, bares, mais do que eu!!!Foi muito engraçado.
No meio de tanta conversa, acompanhada com uma sangria da melhor que eu já bebi algum dia, dêmos por nós à galhofa, piadinhas pelo meio, tudo era motivo para nos rirmos. Quem estava connosco na mesa (amigos comuns) também contribuíram para a nossa boa disposição, mas ficaram um tanto ou pouco perplexos. Como é possível...ainda agora se conheceram e falam como se fossem grandes amigas!! Diziam eles.
Houve quem fizesse palhaçadas autênticas de um Jim Carrey. Tens jeito Victor Nuno!!
Há pessoas que mal as conhecemos sente-se logo uma empatia. Foi o caso.
Chorei de rir durante todo o jantar, quase que me esquecia de comer, tal como à hora de almoço que tinha o café à minha frente e esqueci-me de o beber!! FOI A SANGRIA!
Acabámos a noite no twins. Alguém sugeriu este local, eu ia a qualquer lado, só queria dançar, divertir-me e consegui, apesar de não recomendar o twins. Valeu ir lá porque éramos um grupo bem disposto e animado. Está visto que o espaço não interessa quando as pessoas estão bem umas com as outras.
Fica muita coisa por contar, meros pormenores, mas assim não saia daqui.
Deixo aqui a letra de uma música de discoteca que eu gosto muito de ouvir. Esta música ficou-me marcada por um fim de semana espectacular no geres e na última viagem de férias que eu fiz.
Quando a ouço é muito difícil conter-me e não começar aos pulos, é mais forte do que eu.
Deixo também dois poemas de Florbela Espanca que os dedico ao Victor Nuno. Falou-me na praia de um poema, não sei se ele disse mar....ou amar..., por isso ficam estes. Será que é algum destes?!!Eheheh

Love Generation de Bob Sinclair

From Jamaica to the world,
It's just love,
It's just love,
Yeah!
Why must our children play in the streets,
Broken hearts and faded dreams,
Peace and love to everyone that you meet,
Don't you worry, it could be so sweet,
Just look to the rainbow, you will see
Sun will shine till eternity,
I've got so much love in my heart,
No-one can tear it apart,
Yeah,
Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah,
Feel the love generation,
C'mon c'mon c'mon c'mon yeah,
(Whistling.....)
Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah, yeah
Feel the love generation,
Ooohhh yeah-yeah,
Don't worry about a thing,
It's gonna be alright,
Don't worry about a thing,
It's gonna be alright,
Don't worry about a thing,
It's gonna be alright,
Gonna be, gonna, gonna, gonna be alright,
Why must our children play in the streets,
Broken hearts and faded dreams,
Peace and love to everyone that you meet,
Don't you worry, it could be so sweet,
Just look to the rainbow, you will see
Sun will shine till eternity,
I've got so much love in my heart,
No-one can tear it apart,
Yeah,

Florbela Espanca
Caravelas
Cheguei a meio da vinha já cansada
De tanto caminhar! Já me perdi!
Dum estranho país que nunca vi
Sou neste mundo imenso a exilada.

Tanto tenho aprendido e não sei nada.
E as torres de marfim que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadada!

Se eu sempre fui assim este mar morto:
Mar sem marés, sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram!

Caravelas doiradas a bailar....
Ai quem me dera as que eu deitei ao mar!
As que eu lancei à vida, não voltaram!....

Amar
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui....além.....
Mais este e aquele, o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!.....
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
È preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!...

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder...pra me encontrar....

Friday, July 21, 2006

Te deixo um beijo...

Te deixo um beijo bem gostoso, daqueles que te dou toda manhã quando você acorda... toda noite quando você chega...
Te deixo um beijo com gosto de maçã... pra você me saborear
Te deixo um beijo suave feito pêssego, pra eu te acariciar
Te deixo um beijo cítrico porque nossas vidas são amargas e doces ao mesmo tempo
Te deixo um beijo com gosto de hortelã, pra aliviar tua ansiedade...
Ah! te deixo um beijo feito orvalho da noite, só pra te refrescar!
Ah Amor! Te deixo um beijo proibido, porque ser amante não é coisa passageira.
Te deixo um beijo feito "coisa feita", porque somos o que somos, atraídos pelo tempo, pelo ar...
Te deixo um beijo também cor-de-rosa, pra te amar no arco-íris da nossa vida
Te deixo um beijo bem molhado... pra refrescar teu corpo suado... ardendo em fogo.
Te deixo um beijo da cor do pecado... pra aliviar teu cansaço e te fazer dormir
Te deixo um beijo do mais puro elixir da vida pra você eternizar em minha vida!
Te deixo um beijo assim, simples e sincero... sem fírulas, sem medo de errar...
só pra te acalentar, um beijo só pra afagar, te fazer carinhos...
Desses que a gente sempre se dá... um beijo atrevido, que lambe teu ouvido, escorrega pro teu pescoço sem pedir licença...que vai até o teu umbigo... e te faz a qualquer hora do dia ou da noite, um homem e tanto.
E são nesses beijos que te deixo nessa noite fria e gelada ... que me aquece...ou...
São nesses beijos que te tocam até a'lma, que te deixo nessa noite tão quente e sedutora...
São nesses beijos que te deixo tão perto de mim para que durmas em paz, tão tranquilo, tão sereno...
E que amanhã, ao acordar, sinta minha primeira respiração indo direto ao seu pescoço...
e sem nada dizer, apenas sinta meu beijo de Bom Dia Amor... tenha um Lindo e leve dia!

Thursday, July 20, 2006

Deita-te comigo

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.


No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.


Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.


Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.


Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.


(Eugénio de Andrade)

Wednesday, July 19, 2006

A Vida Secreta das Palavras

Uma mancha isolada no meio do oceano. Uma plataforma petrolífera, onde todos os trabalhadores são homens, e onde houve um acidente.
Hanna (Sarah Polley), uma enfermeira solitária e misteriosa, a tentar esquecer o seu passado, é trazida para a plataforma, para cuidar de Josef (Tim Robbins), um homem que sofreu uma série de queimaduras graves, que o deixaram temporariamente cego.

Uma estranha intimidade desenvolve-se entre eles, um laço cheio de segredos, verdades, mentiras, humor e dor, do qual nenhum deles sairá incólume e que mudará as vidas de ambos para sempre.

"A Vida Secreta das Palavras" é um filme sobre o peso do passado. Sob o súbito silêncio que se produz antes de uma tempestade. Sobre vinte e cinco milhões de ondas, um cozinheiro espanhol (Javier Cámara) e um ganso. E, acima de tudo, sobre o poder do amor, mesmo nas mais terríveis circunstâncias.

“Um filme que lida com delicadeza, simpatia e originalidade com o tema do silêncio, como defesa contra a tragédia.” - Jonathan Holland, Variety.com

Festival de Veneza 2005 - Prémio Lina Mangiacapre
Prémios Goya 2006: Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento, Melhor Direcção de Produção.
Realização: Isabel Coixet
Com: Sarah Polley, Tim Robbins, Javier Cámara, Eddie Marsan, Steven Mackintosh, Julie Christie
Site oficial:
La Vida secreta de las palabras
Género: Drama
Distribuidora: Vitória Filme
Classificação: M/12
Espanha, 2005
112 min
Data de estreia: 29 de Junho de 2006
Iniciar um blog tem muito que se lhe diga, não é uma tarefa fácil no inicio, andei sempre a adiar porque achava que não iria ter tempo para me dedicar, mas enganei-me, isto está a ser giro, pelo menos para mim, pois faz-me pensar, e instintivamente dou por mim a pensar em alguma coisa para postar.

O facto de conhecer pessoas que já tinham criado o seu blog também me motivou, a ultima motivação foi criada pela Lurdes, que até falou em criarmos juntamente com um grupo de amigos (os passageiros da eternidade) um blog. Vamos ver se eles se motivam para tal ...eu ia adorar!! Até já sugeri um nome para o blog!!

Para que não haja dúvidas o meu blog intitula-se com o nome do filme, mas foi só uma inspiração. Ainda não vi o filme mas tenho curiosidade......já me disseram que vale bem a pena ver o filme!

Na semana da estreia do filme, vinha eu nas minhas viagens matinais sozinha, a pensar em tudo e mais alguma coisa, até que ouço na rádio comercial esta frase “a vida secreta das palavras”, logo de seguida pensei, esta frase soa-me bem......aqui está um bom nome para o meu blog.....de seguida apercebo-me que se referiam a um filme. Andei na internet a pesquisar sobre o filme e gostei do que li.
Ainda pensei em alterá-lo, mas achei que assim é que estava bem.

Claro que o facto de usar este nome nada tem a ver com o querer falar só de cinema, apesar de eu gostar muito, e já viram que ainda não falei nenhuma vez, mas....


Optei por este nome, que gostei mesmo, porque para além de já ter o meu perfil estruturado e a mensagem, achei que tinha tudo a ver, o diabinho é mesmo a forma como me vejo....eheheh.....no bom sentido, claro, não faço mal a ninguém, gosto é de brincar com as palavras, com as pessoas, deixá-las a pensar e rir-me do que disse e do que os outros me dizem....aqui no trabalho estão sempre a dizer-me: tu tens sempre resposta para tudo!!

É que eu às vezes dou por mim a contradizer o que os outros dizem ou então dou sempre a volta de forma a verem as coisas de outra maneira......mas às vezes não, faço um esforço e calo-me.

Assim, gosto de pensar que aqui poderão vir a encontrar os meus pensamentos em palavras soltas, tudo que eu sinto ou já tenha sentido......o “peso do passado”, o silêncio das palavras, o poder do amor, paixão, segredos, verdades, mentiras, dor, Alegria, humor......e muito mais... porque a vida é bela e eu quero é ser feliz!
Carpe Diem!! Be Happy!


P.S.: A Lurdes descobriu que o meu blog tinha o nome do filme, eu acho que foi ao contrário! Estás sempre atenta!!
Carpe Diem é uma frase que me persegue desde há muito tempo. Lembram-se do filme “O Clube dos Poetas Mortos?!Adorei este filme!

Tuesday, July 18, 2006

Pessoas Especiais

As pessoas
especiais são aquelas
que têm a habilidade de dividir
suas vidas com os outros.

Elas são honestas nas atitudes,
são sinceras e compassivas,
e sempre dão por certo que
o amor é parte de tudo.

As pessoas especiais são aquelas
que têm a habilidade de se doar aos outros,
e de ajudá-los com as mudanças
que surgem em seus caminhos.

Elas não têm medo
de serem vulneráveis;
elas acreditam que são únicas
e têm orgulho em ser quem são.

As pessoas especiais são aquelas que
se permitem os prazeres
de estar próximo aos outros
e importar-se com a felicidade deles.

Elas vieram para entender
que o amor é o que faz
a diferença na vida.
As pessoas especiais são aquelas que
realmente tornam a vida bela....
pra vc que é especial.......
(Não sei quem é o autor deste texto, enviaram-me isto por e-mail)

Monday, July 17, 2006

Liberdade

O que é liberdade?

Será que
- liberdade é repudiar a sociedade em que vivemos porque andamos
amarrados a leis, regras e regulamentos que sufocam esta liberdade?

- liberdade só existe quando o indivíduo consegue livrar-se das restrições que a civilização nos impõe?
- somos todos escravos da sociedade de consumo?

Há pessoas que na sua ânsia de experimentar uma liberdade genuína, se lançam numa louca procura de toda a espécie de prazer, porque, dizem, só assim é que se sentem realizadas.

Mas a resposta não está no prazer, como muitos jovens já estão a descobrir, e constatamos que estes ainda continuem insatisfeitos.
Pior ainda é o que acontece quando alguém fica escravizado pelas próprias coisas que ele pensava iam trazer-lhe a liberdade. Eis o caso de milhares de jovens que, na sua revolta contra a sociedade, pensam encontrar na droga, no sexo e no prazer a sua libertação, só para descobrirem, no entanto, frustração. Acabam por descobrir, afinal, que essa liberdade não passa de um sonho.

Muitas pessoas gabam-se da sua liberdade. Gostam de dizer que estão livres para fazer o que lhes apetece. Vão para onde querem, e para onde não querem não vão. Não querem estar amarradas a nada, nem esposa, nem família, nem filhos, ect... Estas pessoas são ultra-egoístas.

A realidade é que, por mais que se fale em liberdade, os homens não são livres. Conhecerão a verdade e ela os fará homens livres”; isto porque é a própria verdade que liberta.
Somos escravos de vícios, preconceitos e pecados e precisamos dum libertador.
Mas o que é verdadeira liberdade?
Liberdade é:
ser perdoado do passado;
ser livre do sentido da culpa;
ter o poder para escolher e fazer coisas certas;
ter auto-domínio;
ter a capacidade de perdoar e amar os outros;
não ser escravizado por nada;
ter paz

(Texto retirado de um site sobre a vida)


Eu pessoalmente prezo muito a minha liberdade, sei quais são os meus limites, e respeito a dos outros.
Por isso fico aborrecida quando alguém me diz que tem medo de perder a liberdade. De que liberdade falamos?!
Nunca na minha vida me opus à liberdade de alguém. Fico desiludida quando não percebem isso e esse medo de perder a dita liberdade, se sobrepõe a tudo, é o egoísmo...
As pessoas não compreendem que a liberdade não se tira, é deles. Pelo menos eu penso assim.
Eu não tenho medo de perder a minha liberdade, porque sei e tenho a certeza que não a vou perder.

Quando se gosta de alguém e ambos prezam a sua liberdade, só devem ter a capacidade e habilidade de conseguir conciliar tudo e muita vontade de estarem juntos.E acima de tudo haver o respeito pelo outro.
Não concordo quando dizem esta frase feita:”a minha liberdade começa quando acaba a do outro” ou vice versa, porque aminha não acaba se o outro a tiver.

Friday, July 14, 2006

Hoje........

Podia simplesmente deixar aqui um artigo qualquer, um poema, um texto que já tivesse feito, etc..., mas hoje não me apetece nada.......

Já me perguntaram o que eu tenho hoje, mas não sei, não estou triste, talvez desiludida?!Desmotivada?! Chateada comigo própria?!!Sei lá.....também não é importante, porque isto passa tenho a certeza!

Há quem diga que estou nostálgica, que estou com uma carinha que não engana!

Também......com um tempo destes, vista para o mar e fechada no trabalho, quem é que pode ficar bem?!?

Deixo-vos esta sobremesa para que possam retirar de lá tudo aquilo que eu podia ter dito hoje e não disse!

Se por acaso me aparecesse isto à frente agora eu mudava logo!Huuuuuummmmm......


Thursday, July 13, 2006

Do outro lado

Gosto de pensar que do outro lado, há sempre qualquer coisa de diferente.
Gosto de pensar que podemos sempre sonhar....

Gosto de pensar que basta dar um passo para que alguma coisa mude.
Por vezes uma palavra, um olhar, um sorriso
É o suficiente....
E nem sempre acontece como nós desejamos
Porque às vezes não depende só de nós,
Mas assim é que tem sabor...
E quanto menos esperamos, um sinal nos é dado
Para que possamos persistir naquilo em que acreditamos,
E queremos.....
Mesmo que para isso tenhamos de sofrer,
Porque no fim quer se ganhe ou se perca o sentido da vida
Sabemos que lutámos por aquilo que queríamos.

Gosto de pensar que o risco faz parte da vida
Gosto de pensar...

um dia quem sabe...

Eu,

Tu,

Nós....

Do outro lado nos encontremos....
(texto meu, fotografia tirada pelo André, no gerês, nas minas abandonadas)

Wednesday, July 12, 2006

A Minha Cidade

Aveiro é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Aveiro, na região Centro e sub região do Baixo Vouga, situada a cerca de 55 km a norte de Coimbra e com cerca de 60 000 habitantes.

É sede de um município com 199,77 km² de área e 73 335 habitantes (2001), subdividido em 14 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Murtosa (seja através da Ria de Aveiro, seja por terra), a nordeste por Albergaria-a-Velha, a leste por Águeda, a sul por Oliveira do Bairro, a sueste por Vagos e por Ílhavo (sendo os limites com este último concelho também feitos por terra e através da Ria), e com uma faixa relativamente estreita de litoral no Oceano Atlântico, a oeste.

É um município territorialmente descontínuo, visto que compreende algumas ilhas na Ria de Aveiro, e uma porção da península


(Antiga Fábrica Campos de Azulejos. Existe aqui um restaurante e um bar com terraço e musica temática. Fantástico para as noites de verão)

A Ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 45 km e com uma largura máxima de 11 km, no sentido Este-Oeste, desde Ovar até Mira. A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do século XVI, formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa. Abarca 11 000 hectares, dos quais 6 000 estão permanentemente alagados, desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam um sem número de ilhas e ilhotes. Nela desaguam o Rio Vouga, o Antuã, o Boco e o Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e S. Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado. Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água, locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos. Ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das actividades tradicionais mais características de Aveiro.

Moliceiro é o nome dado aos barcos que circulam na Ria de Aveiro, originalmente para a apanha do moliço, mas actualmente mais usados para fins turísticos. É um dos ex-libris de Aveiro, em conjunto com os Ovos Moles e a Universidade de Aveiro. De entre os barcos típicos da região, o moliceiro é considerado o mais elegante; apesar da decoração colorida e humorística, é um barco de trabalho.





(a imagem é muito má mas é uma amostra das salinas)

Bem, Aveiro é o local onde eu moro com os meus pais, numa próxima oportunidade faço um post da cidade onde trabalho, espero é não ter as mesmas dificuldades para postar, porque tinha muitas mais fotos e não consigo fazer mais nada.....deve ser um problema que me transcede.Pelo menos para quem não conhece Aveiro ffica com uma pequena ideia!

Falta aqui os ovos moles, mas esses ficam para quem se quiser aventurar a visitar este local muito bonito!

Tenho pena de não poder usufruir mais da minha cidade, por isso quando vem o bom tempo, muitas das vezes, prefiro abdicar das noitadas e acordar cedo, tomar o meu pequeno almoço fora, fazer praia e ver alguns desportos nauticos quando possivel, isto claro, ao fim de semana.

P.S. Este post não está como eu gostaria, até as fotos estão desenquadradas com o texto, mas já perdi a paciência para alterar qualquer coisa.

Tuesday, July 11, 2006

Elogio ao Amor


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.

Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.
Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível.
A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se
perceber.
Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer.
Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça detelefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.
Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

(Miguel Esteves Cardoso Expresso)

Texto enviado pelo Nandinho. Adorei!

Monday, July 10, 2006

Hoje estou com sono


(Fotografias tiradas pelo Alcino (o Guia dos Passageiros da Eternidade), numa das caminhadas no Gerês - Portela do Homem - em direcção às minas abandonadas, onde nos deparamos ao longo de todo o percurso com uma paisagem fantástica)

Hoje estou com sono.

Impaciente e com o corpo a precisar de descanso.

Só queria uma cama ou um sofá, apenas um lugar confortável onde me pudesse encostar.

Hoje só me apetece embalar os olhos ao som de uma música

no meio do nada,

adormecer e não ter horas para acordar.


P.S.: A culpa é do fim de semana......que foi espectacular!!A paisagem não era esta, mas não ficava nada atrás!

Friday, July 07, 2006

A tristeza

A tristeza é um sentimento que nos procura, instala-se e por vezes teima em ficar....é como um vírus.

Podemos ficar tristes por palavras ou actos de alguém, pela miséria de outra pessoa, por uma catástrofe, pela perda de alguém, por um amor incompreendido, pela tristeza de alguém, por uma infinidade de coisas......

Sinto que é uma vontade de desaparecer para parte incerta procurando a solidão ou então o desejo que aquela pessoa nos abrace com muita e muita força e não diga nada, mesmo nada......que só nos dê o calor do seu corpo...para que a tristeza desvaneça....

Mas algumas vezes ficamos tristes sem saber porquê, sentimo-nos tristes e não conseguimos saber a origem dessa tristeza. As palavras que deveríamos dizer ficam no silêncio porque tudo nos parece triste.

É triste haver tristeza.....

Talvez seja o acumular de pequenas coisas que na altura deixamos passar ou algo que nos tocou e não nos recordamos ou não queremos recordar.

Também sei que no dia seguinte, talvez, a nossa força interior, ou algo que eu não consigo explicar, vença a tristeza e esta vai embora da mesma maneira que chegou.

Prefiro acreditar que a tristeza é uma borboleta à procura de alimento, voa...voa...até encontrar uma flor, suga-lhe o néctar e quando está saciada vai embora para outro lado e fica à espera que uma outra flor a possa alimentar.

Se uma borboleta agora aqui passasse eu agarrava-a e dizia-lhe que é muito bonita mas a tristeza não mora aqui....pelo menos hoje....

(estas palavras são minhas, a borboleta apanhei-a agora!!)

Thursday, July 06, 2006

Amor e o Tempo

“Em uma aldeia moravam sete sentimentos: alegria, tristeza, riqueza, vaidade, amor, sabedoria e a esperança. Um dia a aldeia iria ser inundada, chamaram apenas seis barcos para os sete sentimentos.
Enquanto todos os sentimentos fugiam para o alto da montanha passou o tempo e o amor resolveu despedir-se da aldeia e sua casa. Enquanto passou a riqueza o amor pediu-lhe boleia, mas a riqueza disse que seu barco estava cheio de ouro e prata e não o cabia, o amor continuava a se despedir da aldeia enquanto passou a tristeza, o amor novamente pediu boleia, mas a tristeza disse que estava muito triste, preferia ficar sozinha.
O amor começou a se assustar porque a água começava a subir e quase todos haviam saído, foi quando passou a esperança e disse ao amor que não desistisse pois ainda haviam possibilidades dele se salvar, o amor começou a assustar-se pois a sabedoria como sempre tão sábia havia previsto e ido na frente, então encontrou a felicidade e lhe pediu boleia mas ela estava tão alegre que “aquela musica” não a deixou ouvir os pedidos de socorro do amor.
Ele se desesperava pois perderia sua aldeia, sua casa e talvez a vida, então passou a vaidade e o amor implorou a ela que o ajudasse, mas ela disse que sujaria o seu barco e partiu.
O amor havia perdido as esperanças, não restava mais ninguém para ajudar. Foi quando passou um velhinho que sem custo o levou até o alto da montanha, era um homem velho, com aparência de cansado e ao chegarem no topo da montanha o amor saiu do barco e ao virar-se para agradecer à aquele bom velhinho, percebeu que ele havia sumido.
O amor não entendeu como podia ter esquecido de agradecer-lhe e até mesmo perguntar quem ele era, então resolveu perguntar à sabedoria quem era aquele bom velhinho. A sabedoria respondeu que era o tempo...
- O tempo? – perguntou o amor – Mas porque o tempo me ajudaria?
Quando a sabedoria respondeu-lhe:
- Porque só o tempo entende um verdadeiro amor...

P.S.: A melancolia provocada pelo resultado do jogo de ontem, não me faz perder a esperança de que um dia a seu Tempo ganharemos o Mundial.
Espero que o tempo também me leve o sabor amargo daquele penalty…
Parabéns à nossa Selecção! !Somos pequeninos mas muito Grandes!!

(Foto e texto enviados por um amigo)

Wednesday, July 05, 2006

Metade


Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.
Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.
Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é plateia a outra metade é canção.
Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também
"Oswaldo Montenegro"

Tuesday, July 04, 2006

Eu estou a ver-te!



Como eu gostava agora, neste momento, estar ai...

Poder abraçar-te e olhar-te nos olhos....

Dizer-te que.....(...)

Mais do que mil palavras,
O olhar diz muito mais


Eu estou aqui, e tu ai...
Bem perto e tão longe....

À espera de um sinal teu,
No silêncio das tuas palavras...

A passagem


















(Quadro El Abrazo por Santiago Carbonell)


“ Foi um processo longo e difícil, como sempre são as aproximações entre duas pessoas habituadas a estarem sozinhas.
Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça, a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos. Mas depois é a cabeça que trava o coração, as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes, um sufoco inexplicável que parece instalar-se onde dantes estava a intimidade.
É preciso saber passar tudo isso e conseguir chegar mais além, onde a cumplicidade – de tudo, o mais difícil de atingir – os torna verdadeiramente amantes.”

“Texto de Miguel Sousa Tavares

Monday, July 03, 2006

PORTUGAL!PORTUGAL!



Heróis do mar, nobre Povo,

Nação valente, imortal,

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória,

Ó Pátria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós,

Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!

Pulos de alegria foi o que eu dei no Jogo de Portugal – Inglaterra....nunca pensei que vibrasse tanto neste jogo, apesar de achar que o jogo não foi dos melhores até à data. Foi um jogo onde ambas as partes não criaram situações de perigo....o que ainda me deixou mais num estado de nervosismo.
Momento memorável o do Ricardo a defender aqueles três golos.....Grande Ricardo!Obrigado!